ALL THE LONELY PEOPLE

Adriana Oliver (Barcelona, Espanha, 1990) é uma artista que desenvolve seu trabalho no campo da pintura como suporte principal, com uma abordagem que parte da Pop arte e que ressoa no pós minimalista, conceitualmente pautado por questões em torno de convívio social contemporâneo e feminismo. De maneira muito particular relaciona o indivíduo com a cultura […]

Adriana Oliver (Barcelona, Espanha, 1990) é uma artista que desenvolve seu trabalho no campo da pintura como suporte principal, com uma abordagem que parte da Pop arte e que ressoa no pós minimalista, conceitualmente pautado por questões em torno de convívio social contemporâneo e feminismo. De maneira muito particular relaciona o indivíduo com a cultura de massa e a mídia, trabalhando com a repetição e obstrução/abstração dos rostos de seus personagens. Nessa sua primeira exposição no Brasil, ela apresenta trabalhos recentes que dão seqüência a sua pesquisa pictórica, apôs exposições na Espanha, Canadá e Estados Unidos.

Suas pinturas demonstram como a vida se estende alem de seus próprios limites subjetivos e muitas vezes conta uma historias sobre os efeitos da interação cultural global na segunda metade do século XX. Essa conexão global que nos torna mais “conectados” é a mesma que faz deste o momento de maior individualismo e solidão. A artista desafia os binários que continuamente reconstruímos entre o Eu e o Outro, entre os nossos “eus” “canibais” e “civilizados”. Aos demonstrar a persistência onipresente de um “mundo corporativo e global”, ela cria um trabalho que aparenta fascínio pela clareza de conteúdo, mas que resulta em uma imagem que é ao mesmo tempo distante e onírica.

Seus homens e mulheres sem face ressoam aos publicitários da década de 1950, descritos no livro Mad Man de James B. South e Rod Carveth (que posteriormente foi transformado em série de grande sucesso na Tv americana). Como no livro, Adriana ao destacar esses personagens, misteriosos e bem vestidos, se vale da figuração Pop para discutir relações de poder, misoginia e machismo. Num contexto maior, fazem referencia a teoria pós-colonial e ao movimento democrático de vanguarda como forma de resistência a lógica do capitalismo selvagem que deu vida a Pop Arte nos anos 1950 mas que hoje é retomada pela artista como símbolo de resistência.

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