CROSS THE LINE | DON’T CROSS THE LINE

Desde o surgimento da imprensa escrita os artistas estiveram presentes como ilustradores e projetistas. Isso tomou uma proporção maior com o francês Toulouse Lautrec, que desenvolveu cartazes para cabarés a partir de 1890. Ao aliar estética, pesquisa, forma e comunicação em uma peça gráfica, Lautrec foi considerado por muitos o primeiro designer gráfico da história. […]

Desde o surgimento da imprensa escrita os artistas estiveram presentes como ilustradores e projetistas. Isso tomou uma proporção maior com o francês Toulouse Lautrec, que desenvolveu cartazes para cabarés a partir de 1890. Ao aliar estética, pesquisa, forma e comunicação em uma peça gráfica, Lautrec foi considerado por muitos o primeiro designer gráfico da história.

Essa simbiose encontra na Bauhaus terreno fértil onde artistas e designers produzem em conjunto uma nova estética aplicada a cartazes e panfletos. No Brasil, um exemplo forte dessa relação talvez seja Alexandre Wollner, que inicia sua carreira como artista e posteriormente se torna o mais renomado designer gráfico do país.

Os designers viam na arte inspiração para peças gráficas destinadas aos mercados publicitário, editorial e político, como pode ser visto no segundo andar. Na Pop Art essa relação se inverte, os artistas passam a olhar esse universo e ressignificá-lo, utilizando esse material gráfico como ferramenta de expressão artística.

H73 apresenta três trabalhos inéditos feitos a partir de colagens de fitas adesivas. Nas estradas observa-se a variação do ponto de fuga e o estudo de diferentes perspectivas e apropriação dos elementos gráficos comuns das placas de sinalização. No caso das serigrafias de Allan D’arcangelo, a maneira de lidar com a perspectiva se dá a partir de relevos formados pelo uso das cores. Abidiel Vicente transforma a apropriação da criação gráfica em algo novo e contemporâneo.

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